O grupo dos credores internacionais da dívida de Moçambique, avaliada em 2.1 biliões de dólares, rejeitou os três cenários apresentados por Maleiane que visavam restruturar a dívida
ECONOMIA

Credores chumbam plano de reestruturação da dívida

Complica-se a negociação das dívidas ocultas entre os credores e o Governo de Moçambique. Depois do Ministro das Finanças, Adriano Maleiane, ter, esta terça-feira, apresentado, em Londres, o plano de restruturação da dívida, pedindo aos credores mais tempo para pagar as dívidas e a redução das taxas de juros em 50%, os titulares da dívida chumbaram a proposta, tendo-a considerado inviável, de acordo com a notícia divulga pela Agência Reuters.

O grupo dos credores internacionais da dívida de Moçambique, avaliada em 2.1 biliões de dólares, rejeitou os três cenários apresentados por Maleiane que visavam restruturar a dívida num intervalo de 8 a 16 anos.

Os credores não aceitaram nenhuma proposta, tendo se mostrados desapontados pelo facto de o Governo moçambicano não ter incluindo grandes fontes de pagamento como as reservas de gás descobertas há cerca de uma década. O projecto de exploração de gás espera-se que arranque em 2020.

Segundo Philipe Blackwood, director executivo da empresa dinamarquesa EM QUEST: “Se for o caso de aliviar a dor e angústia da dívida, nos próximos cinco a sete anos, os investidores podem dar esse alívio, mas assim que o projecto de exploração de gás entrar em acção, os ganhos deviam ser usados para redução da pobreza, bem como para compensar os investidores que ajudaram a superar a crise”

Michele Lamarche, representante da empresa Lazard, que actua em nome do Governo britânico, concorda com a proposta, tendo dito que, só nos finais da década 20, os moçambicanos poderiam beneficiar da exploração de gás.

O primeiro cenário alarga o prazo dos créditos em 16 anos, com taxas de 2% até os primeiros cinco anos, subindo para três por cento até ao décimo ano e 6% até ao final. A segunda opção alarga o pagamento por mais 12 anos, com uma taxa de juro que varia de 1.5% nos primeiros cinco anos até 5% nos anos subsequentes. A última opção aponta para maturação de oito anos. Para este último cenário o governo pede um considerável desconto do valor da dívida.

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