Advogado egípcio quer processar Ramos em mil milhões de euros por ter lesionado Salah

Compatriotas do jogador do Liverpool temem que o avançado não esteja nas melhores condições no Mundial da Rússia e já começaram a agir: Bassem Wahba pede uma fortuna a Sérgio Ramos por “ato deliberado para infligir dano físico e psicológico a Salah e ao povo egípcio”

O Egito é um enorme país de quase 100 milhões de pessoas, grande parte delas loucas por futebol. E no ano em que o país volta ao Mundial, 28 longos anos após a última participação, em 1990, é natural que haja exageros quando, a poucas semanas do arranque da prova, a maior estrela do futebol africano da atualidade cai prostrado agarrado a um ombro.

Foi o que aconteceu a Mohamed Salah na final da Liga dos Campeões, num lance polémico com Sérgio Ramos que terminou com a estrela egípcia a deixar o campo de lágrimas nos olhos e muito boa gente a acusar o defesa do Real Madrid de maldade na ação.

O Egito chorou, desesperou e agora, pelos vistos, vai passar à ação. E em força. Conta a revista “FourFourTwo” que Bassem Wahba, um advogado egípcio, surgiu num programa do canal televisivo Sada El-Balad e anunciou que vai processar Sérgio Ramos em qualquer coisa como mil milhões de euros por “ato deliberado para infligir dano físico e psicológico a Salah e ao povo egípcio”.

“Ramos lesionou Mo Salah intencionalmente e deve ser punido pelas suas ações. Estou a preparar um processo e também uma queixa à FIFA”, disse o advogado no canal.

A probabilidade de Wahba conseguir levar a sua avante é ínfima (se não impossível), mas o jurista parece estar muito empenhado no seu objetivo e até já tem uma associação a quem entregar o dinheiro da compensação do central espanhol, o fundo Long Live Egypt, uma iniciativa estatal que tem em mãos vários projetos para desenvolvimento do país africano.

Além desta extravagante ação de Bassem Wahba, está também a decorrer no site Change.org uma petição que exige à UEFA e FIFA que tomem ações contra Sérgio Ramos pela lesão causada a Salah, num lance em que árbitro Milorad Mazic nem sequer marcou falta.

Tribuna Expresso

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