Estou contente pela capa do jornal “Savana”, da sexta-feira última. Intitula-se “A estrela do cinema mudo”, em referência a Beatriz Buchili
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“Parabéns à ‘Sapataria’ Savana!”, Nini Satar

“Não sou de todo hipócrita. Sei bater palmas quando os outros acertam. Palmas de incentivo. Estou contente pela capa do jornal “Savana”, da sexta-feira última. Intitula-se “A estrela do cinema mudo”, em referência a Beatriz Buchili que até aqui não mugiu no concernente às dívidas ocultas. De certa forma estou feliz porque por fim dão-me razão no que tenho dito reiteradas vezes que em Moçambique a justiça avariou. Não funciona.

O que me levou a criar esta página do Facebook era exactamente para mostrar aos meus compatriotas que a justiça, em Moçambique, não existe. Se existe, é para acobertar os criminosos de colarinho branco. O poder do dia. Por isso que até aqui nada se sabe sobre a questão das dívidas ocultas. Esta questão há muito que morreu.

O que me preocupa é que os magistrados recebem salários chorudos e têm regalias. Ou seja, o dinheiro do contribuinte está a pagar pessoas que não fazem nada. Chegam ao gabinete e esticam as pernas, depois de um café, água mineral, bolachas…

Estamos a pagar a burros que só fazem o que o poder político manda. A justiça, em Moçambique, só serve para limpar a casa de banho do poder político. É moleque, pão-mandado, serviçal. Os magistrados deviam colocar aventais quando fossem trabalhar. Aqueles aventais dos garçons. Se estão lá só para servir o chá aos políticos…

Um país sem justiça, é como uma torneira em que a água não jorra. É como um marido impotente. A mulher não tem quem a satisfaz. Por isso que arranja outros meios. É por isso que desembocamos em situações como linchamentos e tais. A justiça que é o pilar fundamental para o desenvolvimento de qualquer país, em Moçambique está uma merda!

Um abraço”

Nini Satar

 

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