Jornalismo moçambicano: uma lástima! -Nini Satar

“Até quando será preciso criticar o jornalismo moçambicano para mudar de perfil? É que a burrice que abunda em muito dos jornalistas moçambicanos é de bradar aos céus. Até parece que os tais ainda não saíram da idade da pedra. Fazem um jornalismo de baixo jaez que, provavelmente, só é possível em Moçambique.

Senhores, saiam das trevas. Há luz aqui fora!

Há um senhor que conheço há mais de 20 anos. Trata-se de Ramos Miguel. Conheço-o deste os tempos em que era jornalista do semanário “domingo”. Ele é correspondente da VOA- Voz da América. Este senhor, meus amigos, tem mais de 20 anos de experiência como jornalista. Só pela idade profissional, devia fazer a diferença, mas decepcionou-me muito pela sua mediocridade.

Na sua notícia, difundida esta quarta-feira pela Voz da América, denominada “Extradição de Nini Satar não está garantida”, Ramos Miguel diz que “ Moçambique não tem nenhum instrumento jurídico que possa usar para conseguir a extradição de Nini Satar (…)”.

O que mais me decepciona não é a notícia em si, (até aqui ainda ninguém viu o tal mandado esta entre fofocas.)
é o facto de um senhor de idade, com mais de 20 anos de experiência como jornalista, ter plagiado notícias da STV e do jornal O País, para enganar os ouvintes da VOA.Voz da América.plagiou o errado porque sobre essas notícias eu já havia mostrado o meu ângulo. Dei as explicações necessárias que até mesmo um burro era capaz de entender, mas o Ramos Miguel nada!

Ramos Miguel até entrevistou um jurista fraco, chamado Egídio Placido.(chefe da redação do jornal Zambeze)Teria feito melhor se tivesse procurado pelo meu advogado. Dava-lhe as explicações necessárias. Aliás, isto é que seria um bom jornalismo. Feito por um profissional que se preza. Na impossibilidade de falar com Nini Satar, fala com o seu representante.

O tal de Egídio Placido é citado a dizer que “há uma coisa que não está bem porque o pedido que foi aceite pelas autoridades moçambicanas foi no sentido de Nini ir fazer tratamento médico na Índia, mas ele foi a Londres sem autorização, e eu penso que a partir desse momento devia ser quebrada a liberdade condicional”.

Reparem para esta gafe. Na terça-feira, o jornal “Magazine Independente” publicou um despacho que autorizava a minha deslocação da Índia para o Reino Unido. Este despacho é do competente tribunal não é da invenção de Nini Satar. Será que Ramos Miguel e o seu entrevistado não lêem jornais? Vou anexar aqui o respectivo despacho, aproveitem ver.

O Ramos Miguel se quer falar de assuntos como este, deve procurar pessoas abalizadas. Esse Egídio Plácido fosse um bom jurista, saberia dar o benefício da dúvida. Ou seja, devia abster-se de comentar assuntos que não são do seu domínio. Caíram ambos no ridículo.

E pior para o Ramos Miguel. Tantos anos de jornalismo para nada? E eu como sou capaz, farei chegar a meu posicionamento à VOA. Ramos Miguel, para além de escrever barbaridades, plagiou uma notícia difundida por outra imprensa. Vergonhoso.

Se alguém é atento, há-de perceber que a mesma notícia até foi publicada por quase todos os jornais moçambicanos. Ou seja, todos publicaram a mesma mentira. Até quando Moçambique? Será que o país não merece profissionais de qualidade? Isto ainda é problema de estômago? Já começo a desconfiar. Há aqui muitas sapatarias.

O Ramos Miguel até já devia ter ido à reforma. Que orgulho terá de tantos anos de jornalismo se a mediocridade ainda cola-se-lhe. Vejo que tenho capacidade e qualidade para ser professor de muitos. Não é admissível que haja burros velhos.

Sabem o que dizia Paul Joseph Goebbels? “Uma mentira repetida mil vezes torna-se verdade”. Este senhor foi ministro da Propaganda de Adolf Hitler na Alemanha Nazista.”

Um abraço fraterno
Nini Satar

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