Crise na Renamo: Cabeça-de-lista a Governador de Nampula inicia campanha atacando Paulo Vahanle

Luís Trinta Mecupia, cabeça-de-lista da RENAMO a Governador da província de Nampula, iniciou a sua campanha eleitoral, no último sábado, atacando de forma indirecta o presidente da autarquia da capital do norte de Moçambique, Nampula, Paulo Vahanle, por sinal membro do mesmo partido, por alegadamente não estar a dar um incentivo financeiro aos varredores de rua, sobretudo os voluntários.

Na verdade, além dos funcionários, existem na cidade de Nampula centenas de cidadãos, maioritariamente membros da RENAMO, que apoiam a edilidade na limpeza de diferentes bairros incluindo as ruas da autarquia de forma voluntária, desde 18 de Abril de 2018, quando Paulo Vahanle tomou posse, depois da sua vitória nas eleições intercalares. De lá para cá, nunca nenhum voluntário saboreou sequer algum centavo, pese embora a actividade seja voluntária.

A situação tem criado mal-estar que tem culminado, em alguns casos, na desistência dos voluntários na missão de tornar a cidade limpa. Aliás, recorde-se que o já falecido edil de Nampula, Mahamudo Amurane, no início da sua governação, teve problemas sérios com varredores de rua que, alegadamente, eram voluntários, tendo estes desencadeado uma greve.

Falando no primeiro comício popular, em Muhala-Expansão, depois duma marcha em diferentes ruas da cidade, o cabeça-de-lista a Governador de Nampula, Luís Mecupia, recorreu à língua local para, perante os membros e simpatizantes do seu partido, lamentar a situação. Ele disse que o comportamento dum filho não pode afectar os seus pais.

Entretanto, alegadamente para perceber a situação e, possivelmente, criar soluções, Luís Trinta anunciou publicamente, a centenas de membros do seu partido e simpatizantes, a realização dum encontro, no sábado, depois do término do horário da sua campanha, com representantes do grupo dos varredores de rua oriundos de diferentes bairros da cidade.

Sem sequer citar o nome de Paulo Vahanle, o cabeça-de-lista da RENAMO disse não ser justo atribuir uma tarefa a alguém, mesmo que ela seja de forma voluntária e depois de terminar ou ainda em execução não incentivar.

Os jornalistas no local questionaram a Luís Trinta se estaria a apontar o dedo a Paulo Vahanle, mas negou categoricamente apontar o nome. Para ele, não estava a falar de alguém. Uma justificação que acaba sendo estranha. (Carta)

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