Oficilamente encerrada a primeira base militar da Renamo em Sofala

Foi oficialmente encerrada a primeira base militar da Renamo, na sexta-feira passada, no âmbito do Desarmamento, Desmobilização e Reintegração (DDR) dos guerrilheiros daquele partido, o maior na oposição no país.

“Hoje, tenho o prazer de informar que, no âmbito do reinício das actividades do DDR, foi oficialmente encerrada a primeira base militar da Renamo”, comunicou Mirko Manzoni, enviado pessoal do secretário-geral das Nações Unidas para Moçambique, num comunicado a que “O País” teve acesso.

Mirko Manzoni é também presidente do grupo de contacto para o processo do DDR com vista à paz efectiva no país.

Naquela sexta-feira “uma equipa de inspecção devidamente equipada, incluindo representante do Governo, da Renamo e da comunidade Internacional, partiu a pé do posto administrativo de Dondo, em Sofala, para inspecionar a base da Renamo situada nas proximidades”, refere o documento, sublinhando que a caminhada durou duas horas e meia até ao local visado.

A equipa de inspecção constatou que ninguém estava na base, havia armamento e outros materiais perigosos. Este cenário descrevia o que foi acordado pelas partes para efeitos da efectivação do DDR.

“Foi devidamente elaborado e aprovado por todas as partes um relatório exaustivo e um documento de encerramento”, lê-se no documento tornado público pelo enviado pessoal do secretário-geral das Nações Unidas para Moçambique. Segundo ele, o encerramento da primeira base militar da Renamo “representa um avanço significativo no processo” de busca da paz efectiva.

“Todos os ex-combatentes da base estão agora em casa e a iniciar novas vidas”. Para as comunidades da zona onde a base encerrada se encontrava, o momento “marca um regresso à paz”.

“Continuaremos a trabalhar no sentido de encerrar todas as bases e de assegurar a paz”, conclui a nota de Mirko Manzoni.

Refira-se que a 29 de Julho passado o DDR. Em Agosto de 2019, o Presidente da República, Filipe Nyusi, garantiu na cidade da Beira que todas as bases da Renamo seriam desactivadas até o dia 21 daquele mês, no âmbito do DDR, o que não aconteceu.

Na ocasião, o Chede de Estado salientou que as partes têm a responsabilidade de se abster da guerra.

O Governo tem a responsabilidade de garantir o retorno às comunidades das pessoas deslocadas por causa da guerra, enquanto a Renamo deve assegurar a entrega de todas as armas e não recrutar novos jovens para as suas fileiras militares.

O País

Adicionar um Comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *