Sobre o assassinato de Valentina Guebuza (3) Nini Satar fala mais uma vez

De Nini Satar passamos a citar:

“Jamais as minhas abordagens foram seguidistas. Não preciso disso. Aliás, há muito que sai desse casulo. Pessoas há que me querem seguir, e com algum golpe de sorte podem conseguir. Nunca fui uma figura camaleónica. Deste sempre usei a verticalidade para estar presente na vida. É a minha sina.

Este intróito é para rebater, duma vez por todas, os que a todo custo insinuam que os meus posts sobre o assassinato de Valentina Guebuza pretendiam, de certa forma, escovar a família Guebuza. Preferi o termo escovar por causa da sua carga semântica. Não sou e jamais serei lambe-botas de ninguém. Nenhum ser humano merece que a minha língua lhe lamba as botas. Que me lambam alguns, querendo. Mas já agora deixo um aviso: desse jeito nunca conseguirão alguma coisa na vida!

A minha pretensão com aqueles posts, era trazer o lado formal porque o que até então se havia ventilado era especulação. Até o pasquim do “Canal de Moçambique” chegou ao cúmulo de escrever que Valentina Guebuza deu-se quatro tiros. Isto é uma vergonha.

Nos autos consta a confissão de Zófimo Muiuane, mas pessoas há que ainda duvidam que Valentina Guebuza realmente morreu. Outros preferem ficar no comodismo lunático de que ela teria fugido do país por causa das dívidas ocultas. O que ela tinha que ver com isso? Não vamos fechar os olhos a uma coisa que está diante de nós: Valentina Guebuza foi vítima de violência doméstica e este é um acto condenável a todos os níveis.

Alguns nas suas abordagens até celebravam a sua morte. Meus amigos e seguidores: a vida ensina que se não deve celebrar a morte de um semelhante, mesmo que seja o nosso pior inimigo. Temos que nos diferenciar dos animais. Temos alguma dose de inteligência para isso.

O que eu trouxe antes sobre a morte de Valentina Guebuza foi a acusação provisória do Ministério Público (MP). Seguidamente, no segundo post, trouxe a acusação do assistente particular da família Guebuza e nos próximos dias, havendo, trarei os argumentos do advogado do arguido (Zófimo). Como podem ver, nestas matérias não existe opinião de Nini Satar. Ou seja, Nini não está a defender uma ou outra parte. Compulsa os factos vertidos nos autos. Até deviam me agradecer porque trouxe o que até nenhum jornal conseguiu trazer sobre este macabro assassinato.

O Código do Processo Penal funciona da seguinte maneira: o MP deduz uma acusação provisória e notifica o advogado do arguido. Este tem cinco dias para contestar o que pesa ao seu cliente. Nesta contestação, pode requerer a abertura de uma instrução contraditória, ou o advogado e o seu cliente podem não contestar a acusação provisória e pedir ao juiz para que faça o despacho de pronúncia para que se passe à fase do julgamento.

Portanto, repito: na eventualidade de haver alguma contestação por parte do advogado do arguido, trarei para o consumo dos que quiserem. Atenção: trarei tal qual a contestação foi escrita. Não existe opinião de Nini Satar. Logo, este não pode ser defensor de nenhuma das partes. A imparcialidade é que conta. Só não vê isso quem é ignorante em matéria de Direito.

Os meus posts sobre o assassinato de Valentina Guebuza jamais vestiram a minha opinião pessoal. É o que consta nos autos. Agora se há preguiçosos ou ignorantes que preferem me acusar de alguma coisa, não posso fazer nada. Cada um livre de pensar o que quiser. Eu ainda digo que me deviam agradecer. Quem vos iria trazer o que consta nestes autos?
ate o SAVANA teve que vasculhar na minha pagina para fazer o artigo da semana passada.

Abraço fraternal,”

Nini Satar

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