Há “tsunami” entre a OMM e o Secretariado da Frelimo nas eleições internas da Zambézia

A Organização da Mulher Moçambicana (OMM), na província da Zambézia está de costas viradas contra o Secretariado da Frelimo naquela parcela do País. Em causa está uma alegada injustiça nas eleições internas.

Conforme consta numa carta dirigida ao Secretário-Geral interino, Daniel Chapo, as Camaradas, solicitam a reposição dos seus assentos por direito, por esses serem alegadamente retirados a favor dos membros da Organização da Juventude Moçambicana (OJM), o braço juvenil da Frelimo.

A OMM, acusa o Secretariado do partido naquela província de ser corrupto e com tendências tribalistas, a organização denuncia igualmente a ausência total de transparência nas eleições internas, onde as mulheres foram humilhadas e proibidas de assistir de perto a contagem dos votos, com orientação do secretário do comité provincial, Paulino Lenço.

“O partido Frelimo é de todos os moçambicanos, e estamos unidos em prol do nosso partido, a organização assenta os seus valores através da livre manifestação de vontade dos seus membros em decorrência e como resultado de regras internas de funcionamento do partido do batuque e da maçaroca”, afirmam.

A 3ª Sessão do Comité Central ocorrida a 6 de abril de 2024, deliberou-se uma estatuição vinculativa a todos os membros do partido, segundo a qual, “na lista dos candidatos deve-se garantir obrigatoriamente às seguintes percentagens mínimas: 22% aos combatentes, 35% as mulheres, 22% aos jovens e outros 10% aos outros quadros “, lê-se na carta.

Contudo, apenas dois lugares foram reservados para as mulheres, situação que está a gerar uma grande insatisfação dentro da organização, no entanto a OMM, na Zambézia pede a reposição dos seus assentos por direito, usurpados pela OJM.

“O Camarada Secretário-geral interino, nós as mulheres da Zambézia solicitamos a reposição dos nossos acentos por direito, que foram entregues aos jovens empresários por terem pagos valores avultados e as namoradas dos chefes do partido.

Solicitamos a anulação dos resultados e exigimos a realização de segunda votação”. Denuncia a OMM, na Zambézia.

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