Mariano Nhongo insiste que não quer conversa com a estrutura de Ossufo Momade

O Presidente da autoproclamada Junta Militar da Renamo, Mariano Nhongo, insistiu recentemente que não pretende ter qualquer tipo de conversações com Ossufo Momade e o seu elenco, por que os considera todos traidores da Renamo.

“Não temos mais ‘paciência em ir pedir paciência’ (favor) aos traidores, porque ninguém da Junta Militar da RENAMO vai ter com o Majibiri. Alguma vez ele disparou [uma] arma?”, questionou Nhongo, em entrevista à DW, e diz que a ala militar do partido recusou o actual Secretário-geral da Renamo em pleno tempo de guerra dos 16 anos. “Nós conhecemos a ele (Majibiri), recusamo-lo quando era jovem, em 1989”.

Para o líder da autoproclamada Junta Militar da Renamo, Ossufo Momade e André Majibiri estão seguir uma agenda da Frelimo, apesar de estarem a liderar a Renamo. “Ossufo saiu da FRELIMO, foi capturado. Os dois combinaram para destruir a RENAMO. Mas a RENAMO não é destruída. Não temos mais tempo para nos ajoelhar (…) em frente à FRELIMO (…). Pedir favor para quê? Nós vamos bater a FRELIMO até levar todas armas”, insistiu.

Ossufo Momade tem apelado publicamente a Mariano Nhongo que “regresse à razão” para pôr termo ao conflito armado e se beneficiar do DDR. Tem ainda considerado que o problema de Mariano é do Estado moçambicano, que tem a responsabilidade de garantir a ordem e segurança públicas, e que ultrapassa a dimensão do partido.

Assim, esta reação de Mariano Nhongo contraria a proposta feita recentemente pela Presidente da Comissão da Defesa e Segurança na Assembleia da República, Diolinda Chochoma, que insistiu na necessidade de Ossufo Momade liderar esforços com vista a sensibilização dos membros da Junta Militar a entregarem as armas e se beneficiar do processo de DDR, em curso no país. “Apelar à liderança da RENAMO para continuar com a sensibilização. Estão a sensibilizar mas (é preciso) continuarem com a sensibilização e mobilização para aqueles poucos, ou muitos, que ficaram com Nhongo. E que venham juntar-se àqueles que estão à espera do DDR” explicou Chochoma.

 

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