Sobre o novo Estado de Emergência: “Num país sério, haveria demissões …”

De Fatima Mimbire.

“Governar é difícil, sem dúvidas. Mas, ficar 120 dias a “dormir” e depois do fim da terceira prorrogação do Estado de Emergência se lembrar que se pode rever a lei de calamidades para acomodar legalmente as medidas preventivas contra a pandemia da COVID19 que podem implicar algumas restrições, me parece muita irresponsabilidade.

Sinceramente, aqueles ministros, vice-ministros e assessores, que vivem dos nossos impostos, quase não pagam nada e não sentem o que o povo sente, não conseguiram antecipar-se e vir com uma proposta antes do fim do EE? Tiveram tempo e estavam a fazer o quê?

Compreendo que estamos numa situação delicada e precisamos de tomar medidas, mas acho um mau precedente ignorar o espírito do legislador constituinte sobre o estado de emergência. Simples, o EE é medida excepcional e não se pode dispor de uma excepção como se de uma normalidade se tratasse. Tudo isto é fruto da nossa irresponsabilidade e incompetência.

Nyusi disse claramente que está a decretar um novo estado de emergência porque não há lei para acomodar a imposição de algumas medidas preventivas e que implicam algumas restrições. Claramente, há quem não fez o seu trabalho.

Num país sério, haveria demissões, sinceramente.

Shame, shame, shame.”

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