Retoma das aulas: Ministério da Educação está a tomar as medidas mais controversas

Segundo Maria de Lurdes Mangueleze nesta fase do Covid-19 o Ministério da Educação está a tomar as medidas mais controversas

Opinião no feminino Stv: Convidada a se pronunciar em volta da decisão do governo de reabrir as escolas, a acadêmica Maria de Lurdes afirmou que o ministério da educação está tomando as medidas mais controversas se comparado com outros ministérios.

Ela justifica:

Primeiro – foi a questão das propinas, segundo ela o ministério da educação não conseguiu se posicionar em relação a uniformização do valor que os pais e encarregados de educação deviam pagar as instituições privadas, foi preciso que um grupo de pais, tomasse a decisão de fazer petições e reivindicações para repor alguma ordem nas instituições de ensino.

Segundo – sabendo que grande parte dos estudantes não tem acesso a internet, decidiu avançar com as aulas on-line.

Terceiro – ordenou que os pais fossem buscar fichas nas escolas, mas na prática foram os alunos que na sua maioria se dirigiam as escolas, aglomerados, aumentando o risco de contaminação.

A qualidade de saneamento nas escolas deixa a desejar desde o tempo que ela era estudante, as casas de banho sempre foram lastimáveis desde os seus tempos de escola.

A reabertura das escolas vai aumentar o número de pessoas a procura de transportes, e como é que vai se supervisionar isso.

Acrescenta que a decisão de retoma das aulas foi tomada sem que fosse feito um trabalho de base, o dinheiro das fichas que se gastou, não serviu de nada, deixando transparecer que o ministério não está usando o conhecimento para tomar as decisões..

Recentemente organiza uma reunião com todos os directores provínciais do país, reunião está que podia ser on-line, sem muitos custos de locomoção, acomodação, mas na prática ela aconteceu presencialmente, portanto, o ministério obriga os alunos a terem aulas on-line, mas reúne todos os directores provínciais do país presencialmente, paradoxal.

Estes mesmos directores podiam muito bem enviar as informações on-line, seria menos arriscado e menos dispendioso.

Resumindo o ministério não está fazendo o uso dos seus conhecimentos técnicos e científicos para tomar as decisões nesta altura que o mundo é fustigado pela Covid-19.

In: R.T.M, 10 de Julho de 2020

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