Ivone Soares diz que “a Renamo não expulsou os generais da Junta Militar”

A CHEFE DA BANCADA PARLAMENTAR DA RENAMO DISSE,ONTEM,QUE O SEU PARTIDO ESTÁ “A TRABALHAR” PARA RESOLVER DISSIDÊNCIAS INTERNAS, EM ALUSÃO ÀS CONTESTAÇÕES DE UM GRUPO DE GUERRILHEIROS QUE EXIGE A DEMISSÃO DO PRESIDENTE DAQUELA FORÇA POLÍTICA.

ESTAMOS A TRABALHAR. A RENAMO NÃO EXPULSOU OS GENERAIS DA JUNTA MILITAR (NOME QUE SE ATRIBUÍRAM OS GUERRILHEIROS QUE CONTESTAM A LIDERANÇA DO PRESIDENTE DA RENAMO) E OS PRÓPRIOS GUERRILHEIROS NÃO DISSERAM QUE JÁ NÃO SÃO DO PARTIDO“, DISSE IVONE SOARES, EM DECLARAÇÕES À LUSA.

Em causa estão as contestações de um grupo de guerrilheiros liderados por Mariano Nhongo, tenente-general da Renamo, e que se descreve como uma estrutura militar do partido “entrincheirada nas matas”.O grupo considera que o acordo de paz assinado entre o chefe doEstado moçambicano, Filipe Nyusi, e o presidente da Renamo, Ossufo Momade, é nulo, na medida em que, segundo o grupo, o actual líder não representa a ala militar do partido.

Para a chefe da bancada parlamentar da Renamo, apesar das contestações não se pode falar de cisão no partido, tendo em conta que a diferença de opiniões é normal num grupo que se quer democrático.

“Internamente é saudável que se discutam opiniões diferentes, por isso é que somosopartido que trouxe a democracia. E temos que estar prontos para essa democracia. Não podemos ser nós os sabotadores da democracia que nós implantámos”, disse a líder parlamentar, manifestando o seu optimismo numa solução interna.

A Folha

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