Daviz Simango quer transformar um dos bairros mais pobres da Beira em zona industrial

Munhava-Matope, um dos bairros mais populosos, mais pobres, mais perigosos e com sérios problemas de saneamento foi o local escolhido por Daviz Simango, esta segunda-feira, para pedir votos no sétimo dia da campanha eleitoral.

Na zona caracterizada por assentamentos informais e desordenados, o cabeça-de-lista do Movimento Democrático de Moçambique (MDM) Daviz Simango, percorreu ruas alagadas e no fim falou dos seus projectos para a zona, se os eleitores depositarem os seus votos no MDM. “Ainda há foco de as comunidades estarem a deitar lixo nas valas de drenagem. Queremos, por isso, trabalhar estruturalmente, fazendo o reordenamento desta área. A ideia é avançar com os aterros em áreas já identificadas e transformar o bairro, no futuro, em área de desenvolvimento industrial”, diz Daviz Simango, justificando porquê: “o bairro está muito ligado aos interesses portuários e é preciso transformar esta toda área em zona industrial. Há um mapeamento que nós fizemos, há igualmente um projecto de ordenamento que está connosco. O importante agora é mobilizar recursos e colocar essas pessoas em melhores zonas”.

Além do bairro da Munhava-Matope, o Movimento Democrático de Moçambique escalou ainda ontem os bairros da Muxatazina e Nhangau.
Bairro da Munhava Matope

Aliás, Simango apontou como exemplo de que a situação não pode prevalecer como se encontra a escola primária do bairro, está em estado avançado de degradação, devido a vulnerabilidade da zona as inundações, mas também pelo facto de não ter cobertura. “É preciso melhorar o ensino. A escola não está sob nossa jurisdição mas não podemos permitir que as crianças estudem naquelas condições. Só vamos atacar a escola logo no princípio se não avançarmos com o reordenamento”, assegurou.

Durante a interação com os eleitores um jovem empreendedor na área de serralharia confrontou o actual edil da Beira pelo facto de o projecto de construção de uma estrada para ligar a linha férrea até a estação de tratamento de águas residuais não ter passado da fase de lançamento da primeira pedra. Simango deu mão à palmatória.

“Fomos infelizes. Nós já tínhamos mobilizado a volta de 450 mil euros na altura e a nossa intenção era fazer uma estrada transitável para os nossos camiões de lixo. No entanto, na mesma altura arrancou o processo de aterros de dragagem para o terminal de dragagem de carvão e os nossos consultores de engenharia disseram que poderíamos arrancar com a obra mas a estrada não iria durar muito tempo, porque os camiões que iam passar poderiam danificar a estrada num instante”, explicou.

Além do bairro da Munhava-Matope, o Movimento Democrático de Moçambique escalou ainda ontem os bairros da Muxatazina e Nhangau.

O País

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