Preço do pão pode vir a subir em 2017

O aumento do custo de produção é apontado como razão para a possível subida do preço do pão em 2017. Os panificadores argumentam que o subsídio do Governo só cobre a farinha de trigo, “mas o preço do combustível, das vitaminas, da lenha e demais matérias envolvidas na produção do pão também subiu, e fica todos dias mais caro”, explicou Victor Miguel, presidente da Associação Moçambicana de Panificadores (AMOPÃO).

Os panificadores consideram que a situação é dramática e chegam a falar de dificuldades de pagamento de salários. “A ginástica que estamos a fazer é muito difícil. Este subsídio não está a surtir os efeitos desejados. Estamos até com dificuldades de pagar a própria farinha, algumas moageiras não aceitam vender a crédito e somos obrigados a comprar farinha todos os dias, o que não é saudável para uma indústria”, disse Victor Miguel.

Aliás, dos 400 associados, somente 350 estão a receber o subsídio.

O representante dos panificadores falava, ontem, no final de uma reunião de balanço. Na ocasião, os panificadores também reflectiram sobre o encerramento de padarias, por ordem da Inspecção Nacional de Actividades Económicas.

Assumimos as irregularidades e os nossos membros já estão a tomar em atenção as condições de higiene e o peso pré-estabelecido do pão. Também estamos tranquilos, porque percebemos que a inspecção é uma actividade necessária, e está a decorrer em todos os estabelecimentos económicos”, disse Miguel.

Temperatura influencia no peso do pão

A Inspecção Nacional de Actividades Económicas (INAE) multou e encerrou algumas padarias da cidade de Maputo, por incumprimento de normas de higiene e segurança e do peso pré-medido do pão, durante a semana passada.

A associação dos panificadores justifica que as temperaturas altas influenciam no preço do pão. “ Todos nós queremos que o nosso pão tenha um bom peso e seja comprado. Entretanto, o calor contribui para a redução da água que a farinha contém e isso faz com que o pão perca o peso ideal”, disse Victor Miguel.

O representante dos panificadores assume os casos de viciação de peso, embora considere que “acontece raras vezes, mas todos estão consciencializados para cumprir o peso estabelecido”, disse Miguel.

Fonte: O País

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