Henriques Afonso Dhlakama anuncia candidatura à Presidente da República

Henriques Dhlakama, primogênito de Afonso Dhlakama, acaba de manifestar sua disponibilidade para o pleito eleitoral de 2024. Ele diz que se trata mesmo de uma candidatura presidencial. Fê-lo, há momentos, na sua página no Facebook.

“Neste dia, em que, após muita reflexão, lanço a minha candidatura à Presidência da República de Moçambique, tenho o coração repleto de uma alegria tranquila. Sinto-me acompanhado por todos vocês, moçambicanos, que nos últimos dias me enviaram milhares de mensagens de esperança, lealdade, encorajamento e outras de sentido desespero, por uma mudança que tarda em chega”, lê-se no seu texto.

Ele diz que se candidata contra a corrupção e outros males que assolam Moçambique: “Nestes novos tempos, e apesar de Moçambique ser um dos países com maior potencial no continente africano e no mundo, estamos atrasados em mais de 50 anos e desprotegidos face a novos desafios. As nossas instituições são corruptas e atrasadas. Moçambique não soube nem sabe desenvolver os seus recursos valiosos, entre os quais a população moçambicana. Estamos à beira de um enorme precipício e é altura de os moçambicanos reagirem com a ferocidade que se lhes conheceu ao longo de toda a sua história (…). É esta a razão da minha candidatura à Presidência da República.

Henriques Dhlakama diz que os “moçambicanos querem mudar e estão fartos! Fartos de sofrer e ver morrer as suas crianças; de não ter o que comer; de não conseguir ter acesso a uma assistência digna na saúde; de não conseguir ter dinheiro para estudar; de não ter emprego; de guerras e conflitos. Tenho absoluta certeza de que os moçambicanos de todas as localidades e províncias, independentemente de partidos políticos ou religião, estão fartos e que juntos vamos mudar este País!”.

 

“Candidato de todos os moçambicanos”

Henriques Dhlakama

“Apresento-me como um candidato de todos os Moçambicanos. Tenho no meu nome gravado a ferro e fogo a história de um passado de combates pela justiça e igualdade. Tenho as minhas convicções políticas e ideológicas e uma vida pessoal que coloco de lado, para servir Moçambique e os Moçambicanos”, assevera Dhlakama. E acrescenta: “Está na altura de colocarmos de lado as nossas diferenças. Está na altura de dialogarmos e encontrarmos soluções. Está na altura de os líderes pensarem no povo. Está na altura de os Moçambicanos exigirem a esses líderes partidários que abdiquem do lugar e se afastem, caso não tenham capacidade ou vontade de dialogar e de agir”.

Fonte: (Carta de Moçambique)

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