Filipe Nyusi diz sentir-se mal com a morte de Afonso Dhlakama

Presidente moçambicano diz que processo de paz não vai parar e lamentou não ter podido ajudar líder da Renamo a ir para o exterior

O Presidente moçambicano revelou que da última vez que falou com o líder da Renamo, Afonso Dhlakama pediu-lhe que o processo de paz em curso no país terminasse com sucesso e prometeu que a Renamo “não ia falhar”.

Na primeira reacção à morte de Dhlakama nesta quinta-feira, 3, na Serra da Gorongosa, fruto de complicações de saúde, Filipe Nyusi disse, em conversa telefónica com a televisão Televisão de Moçambique (TVM), que se sentia mal com a morte de Afonso Dhlakama.

O Chefe de Estado moçambicano pediu para que a morte de Afonso Dhlakama “não seja usada para qualquer tipo de aproveitamento”.

Na conversa, Nyusi revelou ter feito esforços para ajudar o líder da Renamo a procurar assistência médica quando soube que estava doente.

“Estávamos num alinhamento total para resolver os problemas do país. Fiz todo o esforço para transferir o meu irmão para fora do país, mas não consegui. Já era tarde. Estou muito deprimido, profundamente chocado, porque não me deram tempo para agir”, afirmou Nyusi, indicando que só ontem soube que Dhlakama estava doente há uma semana.

Ele garantiu ter feito diligências para que Afonso Dhlakama fosse levado de helicóptero da Serra de Gorongosa, para um hospital fora do país.

O Presidente moçambicano não adiantou se irá ao funeral do líder da Renamo ou que tipo de cerimónia terá Afonso Dhlakama.

O líder do principal partido da oposição faleceu na manhã desta quinta-feira, na sequência de complicações de saúde.

Fontes da VOA revelaram que Dhlakama teve uma crise decorrente de diabetes e tentou sair da Gorongosa em direcção de Sofala, de onde seria transferido para uma clínica na África do Sul.

O antigo guerrilheiro e líder do principal partido da oposição faleceu aos 65 anos de idade.

O corpo dele será levado na sexta-feira, 4, para o Hospital Central da Beira.

No final do dia, familiares e dirigentes da Renamo dirigiram-se para Gorongosa a fim de preparar uma comunicação ao país, que deverá feita na manhã de sexta-feira, e os funerais de Afonso Dhlakama.

VOA

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