Direcção Acção Social na cidade de Maputo realiza festa com mais de 20 pessoas

A Direcção da Acção Social, na cidade de Maputo, realiza uma festa com mais de 20 pessoas em pleno Estado de Emergência. O evento era de despedida da ex-directora do pelouro a nível da capital 

Em meio a tantas violações que caracterizaram o primeiro período do Estado de Emergência, o Governo prorrogou esta fase por mais trinta dias com o objectivo de conter a propagação do novo coronavírus.

Na primeira semana da prorrogação do Estado de Emergência, há instituições do Estado que violaram, claramente, uma das normas do decreto, que proíbe a realização de qualquer tipo de evento social com acima de 20 convidados: a Direcção da Acção Social, na cidade de Maputo, fez uma festa de despedida da ex directora do pelouro que tinha mais de 20 convidados, provavelmente, financiada com fundos públicos.

O evento realizava-se num local bem discreto na capital: o centro infantil Nhelety, cujo salão de festas está construída no subterrâneo. Aliás, a única evidência de que estavam lá funcionários do Estado eram as viaturas estacionadas defronte do centro, cuja matrícula era de cor vermelha (característica das viaturas do Estado).

Estava tudo preparado para o início do evento. O mestre-de-cerimónias já estava a fazer a introdução. Os convidados (funcionários do Estado) sentados. Comida pronta a ser servida. Champanhe e bolo para cessação de funções da ex directora da Acção Social na cidade de Maputo. E não faltaram os símbolos da soberania: a foto do Presidente da República e a bandeira nacional.

Quando estes se aperceberam da presença da nossa equipa de reportagem e da Polícia, tentaram se esconder e, porque não estava a resultar, dispersam-se. Os poucos que foram interpelados pela nossa equipa de reportagem não acharam nenhuma explicação para participar do evento. Aliás, alguns tomaram a iniciativa de abandonar o local antes da intervenção da Polícia.

A PRM, na cidade de Maputo, não deteve nenhum dos presentes na festa, mas assegurou que vai abrir um processo-crime contra o proprietário do espaço que acolheu o evento sem especificar que sanções serão impostas aos organizadores do evento.

“Houve, de facto, um cenário de desobediência. Nós verificamos que neste local (salão de festas) existe um número muito acima do recomendado e nós por considerarmos este aspecto, orientamos para que as pessoas dispersassem e não continuar com aglomerados nesta perpectiva de confraternização.

Conforme orientação das autoridades policiais, os convidados abandonaram o local e a festa terminou bem antes de começar e sem nenhuma explicação dos organizadores da festa.

O País

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