Insurgentes matam mais sete pessoas em Palma

Segundo escreve o jornal electrónico A CARTA, um grupo de insurgentes atacou anteontem (13 de Novembro) três comunidades no distrito de Palma, tendo morto sete pescadores, soube “Carta” de fontes populares. Os ataques aconteceram por volta  21hrs desta quarta-feira. O alvo foram as comunidades de pescadores de Quibunjo, de Fungi (que deu nome à península Afungi) e de ponta Nssemo, um importante centro de pesca no distrito de Palma, onde se juntam pescadores locais e outros oriundos de Nampula.

De acordo com as fontes, nas três comunidades, os terroristas queimaram palhotas, barracas de venda a retalho, entre outros bens dos pescadores. A situação mais trágica aconteceu na comunidade de Nssemo, onde sete pescadores foram mortos. Dois naturais de Palma e os restantes cinco provenientes de Nampula. Dois outros sobreviventes e que tiveram ferimentos graves foram levados esta manhã de barco à vela para o Hospital Distrital de Palma.

De acordo com fontes de “Carta”, na comunidade de Nssemo só não foram queimadas duas mesquitas (uma em construção) e três bancas. Nssemo fica próximo da aldeia Maganja (conhecida por Namandingo), que num passado recente já foi também alvo das incursões da insurgência.

Fontes de “Carta” explicaram que na mesma noite dos ataques foram avistadas viaturas do exército governamental dirigindo-se às aldeias em causa mas ninguém ouviu tiros. Quando a tropa chegou, os malfeitores já tinham abandonado o local. Nssemo é uma região próxima da zona onde decorrem trabalhos no âmbito da exploração de gás liquefeito na bacia do Rovuma.

De salientar que, nas últimas semanas, os distritos de Mocímboa da Praia, Macomia e Nangade foram alvo de repetidos ataques dos insurgentes. Agora, eles regressaram em peso à Palma, o centro nelvrágico do gás do Rovuma. (Carta)

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