Familiares e amigos de Mahamudo Amurane criam movimento político

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Um grupo de familiares e amigos de Mahamudo Amurane, autarca de Nampula assassinado em outubro de 2017, anunciou hoje que criou um movimento político inspirado no político
Um grupo de familiares e amigos de Mahamudo Amurane, autarca de Nampula assassinado em outubro de 2017, anunciou hoje que criou um movimento político inspirado no político

Um grupo de familiares e amigos de Mahamudo Amurane, autarca de Nampula assassinado em outubro de 2017, anunciou hoje que criou um movimento político inspirado no político e que pretende concorrer às eleições autárquicas de 10 de outubro.

“Consideramos que uma das formas de valorizar o seu legado é dando continuidade ao seu projeto político de boa governação”, referiu Castro Niquina, secretário-geral da nova força política.

O movimento dá pelo nome de Associação Moçambicana de Amor à Justiça, Paz e Solidariedade (AMAJPS) e tem como objetivo concorrer aos municípios da província de Nampula – cerca de 1.400 quilómetros a norte da capital, Maputo.

A sede de província, Nampula, é a terceira maior cidade do país, depois de Maputo e Matola.

Mahamudo Amurane já havia manifestado publicamente a intenção de formar um movimento, recordou Niquina.

A associação foi legalmente constituída em abril e submeteu a sua inscrição junto da Comissão Nacional de Eleições para concorrer às eleições agendadas para este ano.

O secretário-geral do movimento considera importante que se consiga “imortalizar os feitos de Mahamudo Amurane”, numa altura em que as autoridades ainda não esclareceram o seu assassínio.

Familiares e amigos dizem-se pouco confiantes na resolução do caso, comparando-o a outros assassínios de figuras influentes do país, nunca esclarecidos.

Mahamudo Amurane foi baleado em 04 de outubro de 2017 (dia feriado em Moçambique, por ocasião da celebração dos Acordos de Paz de 1992) por um homem desconhecido que se dirigiu a ele e disparou três tiros quando o autarca se encontrava à porta da sua habitação, em Nampula.

Na altura, o crime mereceu condenação geral no país e no exterior, com as representações diplomáticas da União Europeia (UE) e EUA a condenarem o homicídio de um “autarca empenhado” no trabalho que realizava.

LUSA – 10.07.2018

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