RD Congo apoia Moçambique no combate à forças radicais (Al-Shabab)

A República Democrática do Congo (RDC) manifestou-se disponível em apoiar as Forças de Defesa e Segurança (FDS) de Moçambique no combate ao radicalismo alegadamente ligado à religião, que tem estado a resultar em crimes na província de Cabo Delgado, no norte do país.

Segundo o “Notícias” de Maputo, citado pela agência AIM, a disponibilidade foi manifestada ao comandante-geral da Polícia de Moçambique, Bernardino Rafael, pelo seu homólogo congolês, Dieudonne Amuli, à margem da reunião dos chefes de Polícia da SADC, que decorreu recentemente em Luanda, capital angolana.

No encontro também participou o comandante-geral da Polícia da Tanzania, Simon Nyankoro Sirro, com quem a Polícia moçambicana já tem acordos de cooperação para o combate ao radicalismo nos distritos de Mocímboa da Praia, Palma, Nangade e Macomia.

“Moçambique está, há oito meses, com este problema. A RDC há dois anos e a Tanzania há sensivelmente um ano e meio. Tivemos um primeiro encontro em Luanda, onde cada um dos Estados percebeu melhor o que está a acontecer com este fenómeno. Uma segunda reunião está agendada para breve, de modo a alinhavarmos posições para melhor combater estes malfeitores”, disse Bernardino Rafael.

Segundo afirmou, uma primeira constatação é que há participação de cidadãos de cada um dos três países no fenómeno, razão por que se devem unir esforços e delinearem posições para melhor combatê-los. De acordo com Bernardino Rafael, os moçambicanos que estão no Congo foram aliciados com cursos de alcorão ou qualquer coisa relacionada com a religião. Os que se encontram na Tanzania foram incorporados depois de convencidos de que terão emprego e vida melhorada.

“Vimos no país, concretamente no distrito de Memba, em Nampula, pessoas recrutadas supostamente para trabalhar na pesca quando, na verdade, vão engrossar o grupo de malfeitores”, indicou. A reunião dos comandantes-gerais da Polícia dos países da SADC tinha como objectivo analisar a situação criminal na região, sobretudo a violência, proliferação de armas ligeiras, tráfico de droga, imigração ilegal, tráfico de seres humanos e sua exploração, radicalismo, extremismo e terrorismo.

Fonte:Angop/MP

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