PAGAMENTO DA DÍVIDA: Banco Mundial satisfeito com desempenho de Moçambique

O BANCO Mundial está satisfeito com o desempenho de Moçambique na devolução dos valores concedidos por esta organização para financiar projectos no país, que passou de 20 para 27 por cento em cada ano.

A informação foi anunciada ontem em Maputo pelo representante residente do Banco Mundial, Mark Lundell, que falava num fórum sobre a revisão de carteiras de projectos em Moçambique.

Segundo Lundell, o nível de amortização dos empréstimos subiu substancialmente nos últimos quatro anos.

De acordo com a fonte, neste momento, o nosso país consegue desembolsar cerca de 300 milhões de dólares anualmente, contra os anteriores 70 a 80 milhões de dólares por ano.

“O Banco Mundial procura incrementar os recursos com apoio de outros parceiros para trazermos melhores resultados nos nossos esforços e aumentarmos o valor concedido anualmente ao país, para cerca de 500 milhões de dólares”, disse.

Acrescentou ainda que, neste momento, os níveis de pagamentos dos empréstimos por parte de Moçambique estão acima da média não só de África como também do mundo em geral.

“A média dos restantes países é de cerca de 21 por cento, o que quer dizer que Moçambique está a implementar cada projecto financiado em cerca de quatro anos, contra cinco das outras nações”, afirmou.

Por sua vez, o ministro da Economia e Finanças, Adriano Maleiane, disse que a carteira de projectos é um dos instrumentos para monitorar o desempenho e acompanhamento das etapas mais importantes do processo de implementação dos programas do país.

Segundo Maleiane, o Governo reconhece o papel que o Banco Mundial tem desempenhado, através do apoio financeiro na modalidade de créditos e donativos, o que contribui significativamente para a estabilização macroeconómica do país.

Actualmente, esta instituição financia cerca de 20 projectos avaliados em 1.9 bilião de dólares norte-americanos, de acordo com Maleiane, sendo que o evento de ontem reforça as relações de harmonização e cooperação entre o nosso país e o Banco Mundial.

Jornal Notícias

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