Al-Shabab moçambicano mata mais três pessoas em Cabo Delgado

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Al Shabaab - Cabo Delgado

Pelo menos quatro aldeias foram atacadas na província de Cabo Delgado, no norte de Moçambique, na mais recente vaga de violência, desde 27 de maio, com 25 habitantes mortos.

Grupos armados que têm atacado aldeias no norte de Moçambique, provocando vários mortos, são suspeitos de ter assassinado mais três pessoas nas últimas 24 horas, disseram residentes e autoridades locais à Lusa.

Segundo as mesmas fontes, um homem foi encontrado morto com golpes de catana na manhã desta terça-feira no meio do mato, junto à aldeia costeira de Natugo, distrito de Macomia. A vítima deslocava-se da vila sede de distrito para a aldeia, cerca de 50 quilómetros a nordeste, onde ia encontrar-se com a família para juntos se mudarem para Macomia, disse fonte local. Os sinais do ataque são semelhantes aos de outros que têm acontecido nas últimas duas semanas em diferentes pontos da província de Cabo Delgado.

Num outro incidente, um acampamento de forças de defesa e segurança junto à aldeia de Changa, no distrito de Nangade, foi atacado na noite de segunda-feira por um grupo com armas de fogo. Dois elementos das autoridades morreram e um outro ficou ferido, disse à Lusa fonte das forças de segurança.

O distrito de Nangade fica cerca de 100 quilómetros a oeste de Palma, no interior da província e junto ao rio Rovuma, que faz fronteira com a Tanzânia. Os locais dos dois ataques ficam em pontos distintos da província de Cabo Delgado, pelo menos a 100 quilómetros um do outro, em território com reduzidas infraestruturas.

Os incidentes das últimas 24 horas fazem subir o número conhecido de vítimas, entre informações oficiais das autoridades e testemunhos da população.

Pelo menos quatro aldeias foram atacadas na província de Cabo Delgado, norte do país, na mais recente vaga de violência, desde 27 de maio, com 25 habitantes mortos, 11 suspeitos abatidos pela população e forças de segurança e duas baixas do lado das autoridades

A província tem sido alvo de ataques de grupos armados desde outubro de 2017, causando um número indeterminado de mortes e deslocados. Um estudo divulgado em maio, em Maputo, aponta a existência de redes de comércio ilegal na região e a movimentação de grupos radicais islâmicos, oriundos de países a norte, como algumas das raízes da violência.

Diversos investimentos estão a avançar na província para exploração de gás natural dentro de cinco a seis anos, no mar e em terra, com o envolvimento de algumas das grandes petrolíferas mundiais.

OBSERVADOR

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