Banco de Moçambique volta cortar taxas de referência mas BCI, MBim e Standard Bank não baixam taxas de juro

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Banco de Moçambique volta cortar taxas de referência mas BCI, MBim e Standard Bank não baixam taxas de juro

O Banco de Moçambique (BM) voltou cortas as suas taxas de referência, pelo terceiro mês consecutivo, porém os principais bancos comerciais – Banco Comercial e de Investimentos, Millennium BIM e Standard Bank – continuam a não sentirem-se encorajados a baixar as suas altíssimas taxas de juro, fonte de lucros bilionárias que obtiveram mesmo em tempo de crise.

Desde Dezembro passado que BM tem estado a reduzir as suas taxas de referencia que são usadas pelos bancos comerciais para estabelecer o custo do dinheiro para os moçambicanos.

O Indexante Único que em Novembro estava em 21,50% foi sucessivamente cortada em Dezembro para 21,25%, em Janeiro para 21% e no mês de Fevereiro caiu para 19,75%.

O banco central voltou também a reduzir a Prime Rate do Sistema Financeiro Moçambicano – que “aplica-se às operações de crédito contratualizadas (novas, renovações e renegociações) entre as Instituições de Crédito e Sociedades Financeiras com os seus Clientes, acrescida de uma margem (spread), que será adicionada ou subtraída à Prime Rate, mediante a análise de risco de cada categoria de crédito ou operação em concreto” -, fixando-a em 25,75% no corrente mês, depois de a haver reduzido em Dezembro, para 27,25% e em Janeiro para 27%.

Todavia os três principais bancos comerciais(Banco Comercial e de Investimentos, Millennium BIM e Standard Bank), que dominam 70% do mercado moçambicano, mantêm-se indiferentes aos sinais promissores da economia e mantiveram as margens (spreads) elevandísssimas que cobram desde que a crise económica e financeira agudizou.

O Banco Comercial e de Investimentos(BCI) continua a taxar até 40% nos créditos ao Consumo e 39% nos empréstimos de Curto e de Longo Prazo.

O Millennium BIM manteve os seus juros de crédito ao consumo até 39,5%, 38,5% nos empréstimos de longo prazo e pode chegar aos 37,3% nos empréstimos de curto prazo.

Por seu turno o Standard Bank cobra até 38,75% para créditos ao consumo e empréstimos de curto prazo, e taxa até 37,75% nos empréstimos de longo prazo.

Importa recordar que o @Verdade revelou que em 2016, durante o pico da crise económica que estamos a viver, o BCI, MBim e Standard Bank obtiveram mais de 9 biliões de meticais em lucros fundamentalmente graças as suas margens financeiras que derivam justamente das altas taxas de juro que cobram.

Opportunity Bank e Socremo também mantiveram altíssimos spreads

As instituições financeiras de microcrédito, que vendem crédito aos moçambicanos mais pobres, também se mantiveram indiferentes as descidas das taxas de referência do Banco de Moçambique e ao apelo do Presidente Filipe Nyusi.

O Opportunity Bank não mexeu no seu spread de 48%, ao qual acresce a Prime Rate, para créditos ao consumo e para empréstimos de curto ou de longo prazo.

O Banco Socremo também não alterou a sua margem de 42,25%, a qual soma-se a Prime Rate, para créditos à Habitação ou ao Consumo e ainda para os empréstimos de curto.

No entanto sinais positivos vêm de instituições financeira mais pequenas, casos do FNB, ABC, Moza, Societé General, CPC e o UNITED que acompanharam o banco central e reduziram algumas das suas margens nos produtos de crédito.

Fonte: @Verdade

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