Apreendidos 65 contentores de madeira que circulavam ilegalmente em Sofala

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Pelo menos 2.080 metros cúbicos de madeira, transportados em 65 contentores e sem nenhuma cobertura documental, foram ontem apreendidos no distrito de Dondo

Pelo menos 2.080 metros cúbicos de madeira, transportados em 65 contentores e sem nenhuma cobertura documental, foram ontem apreendidos no distrito de Dondo, em Sofala, pelas Alfândegas em coordenação com os Serviços Provinciais das Florestais e Fauna Bravia.

O produto florestal foi confiscado por volta das 2 horas no posto de fiscalização do Dondo, vulgarmente conhecido por Balança. Se a infracção tivesse sido consumada, segundo a avaliação feita pela Autoridade Tributaria (AT) de Moçambique, lesaria o Estado em cerca de 93.600 mil meticais.

Não se sabe ao certo onde é que a madeira teria sido abatida, porque o proprietário do produto ilegal, não identificado, apenas se dedica a compra e venda e recebia produto florestal de diversas origens.

O chefe da fiscalização dos Serviços de Florestas e Fauna Bravia de Sofala, Domingos Manuel Ncuinda, disse tratar-se de uma actividade ilegal de empacotamento e exportação da madeira em toro sem autorização, proibidos por lei no país.

“A empresa deixou há bastante tempo de desenvolver a actividade e previa o encerramento da sua indústria de processamento da madeira. Mas, meia volta, está a empacotar a madeira nos moldes não permitidos, incluindo em toro. A empresa devia primeiro pedir a inspecção do produto, seguida da autorização para o empacotamento que por obrigação deve ser assistido pelos agentes dos Serviços de Florestas e Fauna Bravia, Alfândegas e da Polícia de Protecção dos Recursos Naturais e do Meio Ambiente, o que não aconteceu” – referiu.

Perante a infracção, ao proprietário da madeira foi aplicada multa no valor de 5.290 mil meticais, para além de que a madeira se reverte a favor do Estado.

TRANSFERÊNCIA DA MADEIRA

O representante do proprietário da madeira, que não quis identificar-se, disse apenas que estava a efectuar a transferência da madeira de um estaleiro para outro e não sabia que era necessário autorização por parte das autoridades competentes.

“A madeira estava num estaleiro. Estava a transferi-la de um ponto para outro. Não sabia que era preciso pedir as autoridades para assistir o empacotamento para depois passar a devida documentação” – disse em parcas palavras.

O “Diário de Moçambique” apurou que o proprietário da madeira estava a transferir a madeira para deixá-la sob controlo de alguém porque pretende ausentar-se para fora do país.

Raimundo Mapanzene, delegado da Autoridade Tributária em Sofala, afirmou que a madeira continua a ser um dos principais produtos mais preferidos pelos contrabandistas. Precisou que a mercadoria que acaba de ser apreendida não está coberta de documentação exigida para o seu trânsito que estava a acontecer durante a noite.

“Se a ilegalidade tivesse sido consumada, o Estado perderia 93.600 mil meticais de pagamento de direitos e outras imposições aduaneiras. A madeira continua a ser a mercadoria mais contrabandeada através do Corredor da Beira. Os contrabandistas não querem se conformar com os dispositivos legais que regulam a exportação e comércio deste produto florestal” – referiu Mapanzene.

Refira-se que na semana passada foram apreendidas, na Beira, 26 contentores de madeira provenientes da província de Tete por via ferroviária. Em Dezembro do ano passado, ocorreu a apreensão, no Porto da Beira, de 2.700 metros cúbicos de madeira em toro e em pranchas, oriundos das províncias de Manica e Tete.

Diário de Moçambique

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