Condenação de Zófimo: A mão dura da juíza Flávia Monjane!

De Nini Satar passamos a citar:

” Eu disse desde a primeira hora que Zófimo Muiuane iria ser condenado a uma pena pesada. Aliás, fui o primeiro a trazer aquilo que era a acusação do Ministério Público (MP) e o que dizia a defesa do réu. Muitos até não gostaram, mas contra factos não há argumentos.

Eu não conheço o Zófimo e nunca com ele disputei o que quer que seja. Ou seja, em nenhum momento desejei-lhe mal. O que sempre condenei foi a estratégia da defesa usada pelo seu advogado. Eu disse, e repito, Zófimo devia ter confessado o crime para beneficiar de atenuantes. Negou tudo. Quis tentar convencer a todo mundo que Valentina Guebuza é que disparou a arma. Alguém se mata com três tiros?!

Zófimo foi de todo ingénuo!

A estratégia da defesa foi vulgarizada. Para este julgamento, o réu nem precisava de contratar nenhum advogado. Deixava que lhe fosse oferecido um defensor oficioso. Ele já sabia qual seria o desfecho. As provas trazidas pelo MP e as produzidas ao longo do julgamento foram demolidoras, incontestáveis.

Os leigos dirão que pesou para a condenação de Zófimo o facto de a vítima ser filha de Armando Guebuza. Não alinho. A prova do Ministério Público era incontestável. A juíza Flávia Monjane não tinha outra alternativa. Este julgamento foi bem conduzido. Tanto as pessoas arroladas pela acusação ou pela defesa não deram razão a Zófimo. Até hoje não sei porque cargas de água não confessou o crime!

Algumas partes da sentença dizem que: “Zófimo Muiuane é condenado a 24 anos de prisão maior e uma multa de 50 milhões de meticais….da acareação feita, constam circunstâncias agravantes que consistem na premeditação do crime e superioridade física em relação à vítima e por possuir uma arma de fogo. Não tendo sido apresentadas circunstâncias atenuantes, o arguido é considerado um delinquente primário, por não colaborar para a verdade material dos factos e ter agido de forma consciente (…)”.

A única pessoa de quem tenho realmente pena neste processo, é a filha. Tão novinha perdeu a mãe e tem o pai a cumprir uma pena pesada. Não sei se ele era um bom pai ou não, mas uma coisa vos asseguro: crescer com avos não é a mesma coisa que com os nossos progenitores.

Está de parabéns a juíza da causa. Conduziu o processo com lucidez. Foi muito diferente do juiz Paulino, no “Caso Carlos Cardoso” que nos condenou por convicção e não pela prova produzida. Aliás, havia provas incontestáveis que poderiam ter conduzido Nyimpine Chissano à cadeia, mas Paulino as ignorou. Havia sido manietado para condenar só a nós. Fez vista grossa aos argumentos da defesa e à própria jurisprudência.

Nini Satar”

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