Assassinato do procurador Marcelino Vilanculos: Leitura da sentença adiada para 26 de Janeiro na capital do país

O Tribunal Judicial da Província de Maputo agendou para amanhã, a leitura da sentença do processo sobre o assassinato do Procurador Marcelino Vilanculo, no qual é ré Edith D`Campta da Camara Cylindo.

Veredicto será lido no TJPM e não na antiga Cadeia Civil de Maputo onde decorreram as audiências à porta fechada. O Tribunal Judicial da Província de Maputo remarcou para dia 26 de Janeiro a leitura da sentença do processo autónomo sobre o assassinato do procurador Marcelino Vilanculos, soube ontem o “Diário de Moçambique” de fonte do tribunal.

No processo a ré Edith D´Campta da Camara Cylindo é acusada de autoria material do crime de homicídio voluntário do magistrado do Ministério Público.

A sentença deveria ter sido lida ontem (sexta-feira) no local onde a ré se encontra detida, nas instalações do Estabelecimento Penitenciário Preventivo da Cidade de Maputo (antiga Cadeia Civil), onde decorreram as audiências de discussão e julgamento, por razões de segurança, transferindo-se do Tribunal Judicial da Província de Maputo.

Há ainda três outros acusados no processo principal, que está sob alçada do Tribunal Supremo, devido a um recurso apresentado sobre o despacho de pronúncia de um deles.

Marcelino Vilanculos, procurador afecto à secção de instrução criminal do Tribunal Judicial da cidade de Maputo e que tinha a seu cargo a investigação sobre casos de rapto, foi assassinado a tiro na noite de 11 de Abril de 2016, à porta de sua casa.

A acusação aponta que Edith seguiu o magistrado desde o local de trabalho até perto da sua residência, onde deu a ordem a outros executores para que a vítima fosse baleada. Em Março do ano passado, o Tribunal Supremo negou um pedido de habeas corpus a favor de Edith Cylindo.

A ré negou, durante o julgamento, que tenha feito parte do grupo de criminosos que assassinou o magistrado do Ministério Público.

Por diversas vezes, Cylindo disse não ter nenhum motivo pessoal para estar envolvida no grupo que assassinou o magistrado. Negou, igualmente, ter seguido a rotina da vítima ou captado imagens para as fornecer aos atiradores, segundo consta nos autos.

Porém, dos autos consta que foram depositados mais de dois milhões de

meticais e duzentos mil meticais na sua conta, em diferentes parcelas e balcões, no dia 29 de Março a 11 de Abril de 2016.

Segundo o representante do Ministério Público, Víctor Chau, no dia 11 de Abril, data em que foi assassinado o procurador Marcelino Vilanculos, foi depositado um montante de um milhão de meticais na conta da ré.

Edith Cylindo, jurista de profissão, trabalhou em dois bancos reconhecidos na praça e na Direcção de Economia e Finanças da cidade de Maputo.

Contou no julgamento que o valor em causa é fruto dos seus negócios, venda de roupa, arrendamento de uma casa do pai na cidade de Pemba, província de Cabo delgado, do empréstimo informal que fazia a determinadas pessoas que devolviam o valor com juros, de câmbio de dólares e da assessoria prestada a uma empresa ligada à área mineira.

Fonte: DM

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