O esposo da Jurista Iveth Marlene, parece não ter gostado muito da brincadeira do politólogo Egídio Vaz. Egídio fez um post no no seu mural do Facebook contestando as palavras da jurista
SOCIEDADE

Marido da Jurista Iveth responde à altura as provocações de Egídio Vaz – Leia

O esposo da Jurista Iveth Marlene, parece não ter gostado muito da brincadeira do politólogo Egídio Vaz. Egídio fez um post no no seu mural do Facebook contestando, ou seja, criticando as palavras da jurista em relação a questão ser “Chefe de Família“.

No âmbito do recenseamento geral da população decorrido de 1 á 15 de Agosto, de 2017 em Moçambique, Iveth escreveu o seguinte na sua cronologia do Facebook:

“Histórias do recenseamento…
Perguntaram-me, quem é chefe da família?
Eu respondi: eu e meu esposo.
Desculpa, só tem espaço para um e o primeiro é o homem…

Amigos, vieram saber da realidade das casas ou impor os dogmas culturais?
Da próxima…em 2027 respeitem a constituição e a lei de família que estabelece igualdade na família…aqui em casa mandamos nós e há muita harmonia…
Outras coisas!”

E como resposta o politólogo Egídio Vaz escreveu o seguinte:

“O poder é uma coisa inequívoca.

Quando você tem que pedir a esposa para beber mais uma cerveja, é porque quem tem de facto poder é ela. Não é você. Você é mandado.

Não há isso de “nós decidimos em conjunto”. E, respondendo à mana Iveth Marlene, lá em casa, há só um/a chefe de família. Há sempre quem é determinante. Essa pessoa é quem tem poder. E mais, não existem “momentos de poder”, do estilo, hoje decido e amanhã decide outro. Se estiver em posição aparente de poder e as suas decisões oscilam, então o poder está do lado do pêndulo.
Quem tem poder não consulta. Ouve opiniões e depois decide. CONSULTA é um termo que esconde falta de poder em que no fundo, os consultados são de facto os poderosos.

Certifique-se. Quem MANDA em sua casa? Bom sábado.”

Depois de ter lido este comentário nas redes sociais, o esposo da Iveth  sentiu-se na obrigação de elucidar um pouco a mente  de Egídio Vaz com essa bela aula de sapiência:

 

“Meu caro Egídio,
Li, com interesse, o teu comentário de antes de ontem, no qual referias o facto de a Iveth Marlene , minha a esposa, dizer que aqui em casa somos os dois, eu e ela, chefes de família.
De facto, aqui em casa, assim é. Não há um chefe de família. Há dois. E nenhum é hierarquicamente superior a outro.

Agora,
Não me parece que nas relações maritais se possa falar de relações de poder. Mas não é sobre isso que quero falar. Mas sim sobre quem manda aqui nem casa.

Para que saibas: a Ivete não se atribui o estatuto de chefe de família. Eu assim impus. Impor sim. Porque não me interessa mandar sozinho. Nem me incomoda. Muito pelo contrário.
Parece que tal facto incomoda-te, pelo que percebi. A mim não. Porque eu sou bitonga. Portanto, de uma tribo muito avançada.

Tão avançada, que tenho na minha felicidade e na felicidade da minha família, as prioridades da vida. E a minha família é, em primeiríssimo lugar, a senhora minha esposa.

Esta é a razão pela qual ofereço-lhe pelo menos uma rosa por dia. Sim. Todos os Santos dias. E abro-lhe a porta do carro, sempre. Aliás, ela está proibida de fazê-lo enquanto eu estiver por perto. E mais: quase sempre que usamos o mesmo carro, quem conduz é ela! Sim. Ela mesmo!

Sabes porque? Porque ela é a boss! E a Ivete manda mesmo.

Exemplo: eu estou proibido de sair de casa sem ser vistoriado. E se a indumentária não for do agrado da boss, não há outra solução senão trocar e fazer -lhe a vontade.
Outro exemplo: raramente como em restaurantes. Porque a Boss faz questão que eu coma a comida dela. Feita por ela. Logo, levo a comida de casa.

Agora, conheço-te arguto. E por isso pergunto-te: o que Farias para ver a tua esposa feliz? Dar-lhe-ias poder para vê-la feliz? Eu pensei nisso e cheguei a conclusão que sim, que à minha daria !

Vem cá a casa, meu caro, ver como a Ivete é feliz. Venha aprender a usar o teu poder. Mas tens que vir cedo. Porque vamos ler a Arte de guerra, de Sun Tzu. Leremos O Príncipe, de Niccolo Machiaveli. E leremos também as 48 leis do poder e as 33 estratégias de guerra, de Robert Greene.

Porque quero explicar-te como se cria a ilusão de outrem estar a mandar-nos, enquanto o manipulamos.

Ham, traga a Sheila. Para que ela te veja também a aprender jardinagem e cultivar flores. E possam ver, juntos, como estou a ensinar a Ivete a falar bitonga. Para perceberes que também deveras fazer o mesmo.

Por isso tem que ser mesmo cedo. Porque também teremos que cozinhar. Porque a Ivete vai mandar-me. Ai vai. E porque serás o amigo de ocasião, naturalmente que terás que cozinhar também.

Mas não te batas. Ao regressares a casa verás uma esposa diferente. Que provavelmente vai oferecer-te uma massagem, ou cuidar dos teus pés. E acima de tudo, muito feliz.

Tens coragem de vir cá a casa?” escreveu Gildo Espada

E tu caro leitor, qual é o teu ponto de vista em relação ao assunto ser “Chefe de Família“?

 

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *