TECNOLOGIA

Toyota venderá robô para fazer companhia no trânsito

Kirobo Mini será vendido no Japão por cerca de R$ 1,2 mil (Foto: TOSHIFUMI KITAMURA/AFP)

Toyota começará a vender no Japão um robô para fazer companhia aos motoristas durante viagens de carro. O Kirobo Mini custará 39,8 mil ienes (cerca de R$ 1.275) e poderá ser encomendado no final deste ano.


Ele cabe na palma da mão e tem 10 cm de altura sentado – a ideia é que encaixe no porta-copos dos carros, mas o tamanho reduzido também permite que ele acompanhe o donô em casa ou no trabalho, por exemplo.
Segundo a fabricante, o Kirobo vira a cabeça na direção de quem está falando, mexe os braços e é capaz de uma “conversa casual”, incluindo temas relacionados ao carro e à casa, mas tudo em japonês, é claro.
Ele é conectado a um smartphone por meio de Bluetooth e tem uma câmera interna, o que permite que ele reconheça expressões faciais, mudando o “tom” da conversa de acordo com as emoções do companheiro.
“Queremos tratar do crescente problema social das pessoas que não têm ninguém com quem conversar”, disse à agência France Press Moritaka Yoshida, um alto funcionário administrativo da Toyota, que além de fabricar carros está investindo milhões em robótica.
A maior montadora de automóveis do mundo informou que o robô também poderia ajudar a desenvolver tecnologia de veículos.
Kirobo Mini será vendido no Japão por cerca de R$ 1,2 mil (Foto: TOSHIFUMI KITAMURA/AFP)


Viajante do espaço
O Kirobo Mini é uma versão menor do Kirobo, o robô de olhos grandes e do tamanho de um chihuahua que se tornou o primeiro androide astronauta do mundo em 2013, quando viajou para a Estação Espacial Internacional (ISS) para conversar com o comandante japonês Koichi Wakata.
Ambas as versões do Kirobo fazem parte de um projeto de longo prazo da Toyota para desenvolver habilidades de conversação de robôs e ver como eles podem fazer companhia a pessoas isoladas.
O Japão enfrenta as ameaças de um envelhecimento demográfico – se prevê que em 2060, 40% da população terá mais de 65 anos – e de uma baixa taxa de natalidade, informou a France Press.
O país também lida com fenômenos de isolamento social, como o ‘hikikomori’, no qual adolescentes e adultos jovens se recusam a sair de casa e se engajar socialmente, optando, em vez disso, por ficar nos seus quartos jogando videogames.

Fonte: g1globo

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